Viña Tarapacá e seus Vinhos de Expressão !!

wchile

Participante da feira Wine of Chile dessa última quarta-feira(14/08), a Viña Tarapacá, trazida e distribuída ao Brasil pela Épice Importação, mostrou por que é hoje uma das maiores vinícolas do Chile e faz parte de um grande grupo de vinícolas de renome.

Com uma bancada modesta, com apenas 5 rótulos de sua vasta linha, estava a altura de qualquer outro produtor alí, e posso dizer que um pouco acima!!

Linha_Gran_e_Gran_Reserva_Tarapaca

Com seus rótulos intermediários e um dos mais Tops da vinícola, teve destaque, na opinião desse singelo degustador, o GRAN RESERVA MERLOT 2011 e o Gran Reserva Tarapacá Etiqueta Negra.Gran_Merlot

GRAN RESERVA MERLOT 2011

Foge da tipicidade tradicional da Merlot que conhecemos! É um mistério esse vinho!!

Vi enólogos, sommeliers, donos de negócios do ramo intrigados. Perguntando qual era o corte? Quanto tinha de Cabermet? Um amigo sommelier, sem saber do que se tratava na taça, chutou um Carmeneré ou um Bordeaux(mesmo sendo uma feira de vinhos chilenos). Esse vinho impressiona!! Tem muita presença, bastante tosta e aromas de vegetal, o famoso pimentão enganador no final de boca e nariz. Notas que normalmente não se encontram em particular nessa uva e no estilo de vinhos feito dessa mesma uva no Chile. Recomendo muito a prova!! Vale a experiência!!

informações fornecidas pela importadora: Apresenta boa intensidade aromática ressaltando tabaco, especiarias e ervas secas. No paladar aparecem notas frutadas que remetem a cerejas e evolui para sabores terrosos, num final marcado por notas herbáceas. O estagio de quatorze meses em barricas de carvalho francês e americano aportou complexidade e elegância.

87 Descorchados 2011 (09)

 

Fontes:

http://www.epice.com.br

Vithor Cruz

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Pinot Noir – A “Princesa” das Uvas

PinotNoir

A Pinot Noir é uma uva tinta da família das Vitis vinifera, originária da França.

Entendo que dentre as variedades de uvas que podem ser encontradas mundo a fora, a Pinot é diferente. Sua complexidade ímpar, sempre me deixa fascinado. Pois ela não é uma uva para todos, isso é bem verdade! Nem todas as pessoas entendem sua delicadeza e “potência”.

Por sempre se mostrar de caráter mais “leve”. Ela pode passar desapercebida, suas nuâncias delicadas podem se perder perante a paladares mais robustos e pratos mais encorpados. Ela é a “princesinha” das uvas, aromas de frutas vermelhas de bosque, como amora silvestre, morango, framboesa. Na taça, logo em boca, é delicada, corpo mais leve, quase sem presença de taninos, acidez sempre muito agradável. Mas sua complexidade impressiona quando escolhida uma boa safra. Uma desejada e delicada oportunidade que todos devemos provar e tentar compreender. Esse segundo, seria sim, com doses nada exageradas e repetidas, para que possamos descobrir todas suas facetas e estilos.

Ela é a grande uva da região da Borgonha, sudoeste da França, com a qual são produzidos vinhos bastante admirados em todo o mundo entre os quais o Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeot e outros tantos grands crus. São em geral bastante complexos com aromas intensos e que evoluem muito bem com o passar dos anos. Ela também é cultivada região da Champagne, França, e faz parte do “corte” (mistura com outras variedades) que irá resultar no champanhe propriamente dito.

É uma uva de difícil cultivo mas que se adaptou muito bem ao Chile, à Nova Zelândia, EUA e à África do Sul. E em cada país que floresceu, criou um estilo próprio, muitas vezes personificado por seus criadores(viticultores).

Para mim, na California ela se mostrou elegante e mais adulta, com o uso de barrica americana para lhe conceder mais corpo e aroma. Ela é mais presente, mais feminina, mas nunca sem perder seu principal charme, sua juventude !!

Uma boa descoberta a todos… Tin-Tin.

Vithor Cruz.

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O por que de tantas Taças

Acredite ou não, cada tipo de vinho tem uma taça específica para se tomar! Parece frescura, mas não é. Isso porque cada “bojo”(formato da taça) foram criados para conduzir o vinho para a boca e nariz para realçar a cor, aromas e sabores do vinho!

Um exemplo siples; um vinho tinto após aberto precisa “respirar”, pois tem aromas e sabores mais intensos… então, para sentir tudo o que seu vinho tem a oferecer, não vamos lança-lo em um copo qualquer…se estamos bebendo vamos bebê-lo direito!!
A dica é ser sempre transparente, ter uma haste para segurar (para que a temperatura de nossas mãos não interferiram na qualidade em taça do vinho) e nunca usar detergente, somente água corrente para lavar! Quente ou fria, a que estiver disponível.

Alguns tipos de taças mais comuns:

Espumantes e/ou Champanhes:
Chamadas flûte ou flauta. Serve para a perlage,  “borbulhas”,  não escaparem.

Vinhos Brancos:
Menores, em relação ao tamanho, que a taça de vinho tinto, pois o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e em um recipiente menor a troca de calor é menor!

Taça Borgonha:
Como o nome diz para se tomar vinhos da Borgonha, que são complexos e concentrados! O formato da taça permite que o vinho tenha contato com o ar e libere seus aromas mais rapidamente, ou seja, foi desenvolvido para aumentar os aromas mais sensíveis ao nosso nariz…

Taça Bodeuax:
É ao contrário da anterior, a borda é mais fechada justamente para não liberar os aromas e sim concentrá-los!

 

 

 

 

Taça ISO (International Standards Organization):
Essa é prática! Vale para todos os tipos de vinhos e é a taça usada em degustações técnicas. É uma taça coringa e se você pensa em começar seu acervo de taças, essa é o modelo perfeito. Fica a dica

Taça de Sobremesa:
É menor que as outras (na foto não parece…), pois como os vinhos de sobremesa são muito alcoólicos, é servido em pequena quantidade.

 

 

 

 

Mais algumas taças para o seu conhecimento:


CORIOSIDADE A PARTE! Quem não viu uma taça dessa naqueles filmes antigos???

Essa taça era muito comum em outras épocas para se beber champagne. Diz a lenda que seu formato nada tem a ver com a boa qualidade do vinho a ser bebido, nem aos aromas e borbulhas concentrados, mas sim que seu formato foi moldado nos seios de Maria Antonieta!!! Um brinde a isso!!

Tin-Tin !!

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FOLLIES – Touriga/Cabernet

Follies Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon

Cor rubi intensa e aromas vegetais e apimentados bem evidentes, seguidos por ligeiras nuâncias de especiarias e fruta madura.

Na boca é um vinho de corpo que conta com taninos firmes, boa complexidade e estrutura marcante. A fruta está mais evidente, embora a madeira seja bem marcada, as sensações apimentadas e balsâmicas continuem dominantes, tem um final médio/longo, em termos de retrogosto e persistência.

Acompanha muito bem carnes vermelhas suculentas, leitão a moda da bairrada, massas recheadas (pato/coelho) e também com molhos condimentados e com especiarias. Queijos de massa mole e copa/presunto parma/pata negra.

Aconselho a decantação prévia. O consumo que deve ser feito entre os 16 e 18ºC.

Região: DOC Bairrada
Castas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial da Quinta da Aveleda, S.A.
Álcool: 13%
Enólogo: Manuel Soares

Um brinde.

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Mandolin Syrah 2008

MANDOLIN SYRAH 2008

Vinho Californiano 100% Syrah. Os syrahs norte-americanos tem a presença marcante de pimenta e são suavemente doces, este não fugiu a regra…

Na taça apresentou cor rubi intensa, sem reflexos, quase impenetrável a luz. Os aromas trouxeram frutas negras maduras, especiarias, pimenta, fumo e café.

Na boca o vinho manteve as qualidades, corpo médio, boa acidez, sem amargor e desequilíbrio alcóolico, carga tânica moderada porém macia, bem palatável. Persistência média, confirmando a pimenta e um leve dulçor.

Um vinho para consumo imediato mas que poderá ficar na sua adega evoluindo alguns anos. Pode ir bem com os pratos tradicionais da culinária americana, aqueles que levam um molho suavemente doce, como costelinha de porco com molho barbecue. Mas como nossa feijoada cairia muito bem!

Um brinde.

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Argentino de Peso

Bisonte Crianza Cabernet Sauvignon 2005

Um Excelente vinho Argentino de cor rubi escuro.

Vinho 100% Cabernet Sauvignon com aromas de fruta madura, ameixa, pimenta, com um toque de chocolate e baunilha proveniente da madeira.

Na boca apresenta bom corpo e equilíbrio. Doze meses em barris de carvalho e mais um ano em garrafa.

Vai muito bem com carne vermelha condimentada, molhos fortes e bem temperados, churrasco, queijos de massa dura e embutidos condimentados.

Experimente.

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Da Terrinha para a Metropoli

Degustação de vinhos Portugueses acontecera nesse começo de mês de novembro em São Paulo. Vale a pena conferir.

Onde: Restaurante Praça São Lorenço, Rua Casa do Ator, 608 – Itaim.

Quando: 3/11, próxima quinta feira.

Reservas e informações: (11) 3253-7051 / rsvp@ch2a.combr

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